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Dia mundial da eficiência energética: Pequenos e grandes gestos para consumos mais conscientes

São vários os comportamentos que pode pôr em prática para consumir energia de forma mais eficiente e reduzir a sua pegada carbónica e a tecnologia pode dar-lhe uma ajuda no processo.

Hoje assinala-se o dia mundial da eficiência energética. Nas palavras de António Guterres, secretário-geral Nações Unidas, o mundo está a enfrentar uma “crise climática global”. O travão para a situação climática cada vez mais preocupante está na mudança de comportamentos, tendo em vista a redução da nossa pegada carbónica.

A utilização mais consciente e sustentável dos recursos energéticos começa em casa. Existe uma série de pequenos e grandes gestos que pode fazer para ajudar o meio ambiente ao mesmo tempo que economiza energia e poupa nas faturas mensais.

Existem equipamentos que, mesmo não estando em modo de funcionamento ativo, estão a consumir energia ao estar ligados à corrente. Os consumos fantasma são bem reais e acumulam-se ao longo do tempo, refletindo-se na fatura de eletricidade e na sua pegada ecológica.

Pode parecer complicado manter todos os apetrechos eletrónicos que tem em casa debaixo de olho. No entanto, é aqui onde a tecnologia o pode ajudar. Atualmente, o mercado conta com uma miríade de equipamentos inteligentes que permitem, por exemplo, monitorizar os consumos energéticos e programar encerramentos automáticos a partir do seu smartphone. Dependendo dos modelos, poderá também encontrar dispositivos com integração de assistentes como a Alexa, a Siri ou o Google Assistant, possibilitando um maior controlo remoto.

Neste âmbito, a Comissão Europeia tem vindo a apostar em medidas para garantir que os eletrodomésticos disponíveis no mercado europeu consumem energia de forma mais eficiente e emitem menos dióxido de carbono. Em 2019, Bruxelas adotou novas medidas de design ecológico, incluindo requisitos de reparação e reciclagem. Para a Comissão, as regras contribuem para o cumprimento dos objetivos da economia circular, para a melhoria da vida útil dos equipamentos e para uma melhor gestão dos resíduos dos aparelhos.

Recorde-se que, no mesmo ano, a União Europeia estabeleceu metas ambiciosas para a eficiência energética, tendo como objetivo poupar até 32,5% de energia no espaço europeu até 2030. Para tal pretende reduzir as emissões de gases poluentes com efeito de estufa, fomentar o crescimento, reduzir custos às famílias e empresas, e também criar emprego.

Aproveitar o poder da energia solar

Um estudo levado a cabo por investigadores da Comissão Europeia revelou que os sistemas solares fotovoltaicos (PV) no telhado podem contribuir significativamente para atransição energética da Europa e Portugal é um dos países com maior potencial económico.

Caso a carteira e as condições da sua habitação o permitirem, o investimento na instalação de painéis fotovoltaicos poderá ser uma boa forma de aproveitar um dos recursos energéticos mais abundantes no país, ao mesmo tempo que reduz a sua dependência de fontes de energia menos sustentáveis. De acordo com a Agência para a Energia (ADENE) deve ter algumas recomendações em mente neste caso, como procurar o apoio de profissionais qualificados e manter-se bem informado acerca dos serviços disponibilizados no mercado.

Mas se considera que o aspeto dos painéis fotovoltaicos tradicionais não se enquadra bem no estilo da sua casa, mas quer continuar a investir neste tipo de energia, porque não apostar nos Solar Roof da Tesla? Chegados a Portugal em 2017, os telhados são usados em combinação com baterias Tesla Powerwall. Cada uma tem 14kWh de armazenamento e um pico de consumo de potência de 7kWh, suficiente para dar energia a uma casa com quatro assoalhadas durante um dia.

Mobilidade sustentável para um planeta mais “verde”

As boas práticas de consumo energético não se limitam ao que se passa em casa. A forma como se desloca é outro aspeto que tem um forte impacto na sua pegada de carbono, em especial se usa frequentemente o carro para as suas viagens diárias de casa-trabalho e vice-versa.

Ao longo da última década, a indústria automóvel tem vindo a dar resposta às necessidades ambientais da mobilidade urbana, com o desenvolvimento de veículos mais eficientes e menos dependentes de fontes de energia fósseis e que produzem “zero” emissões a nível local.

Para condutores que se deslocam diariamente dentro de cidades, ou àqueles que efetuam uma viagem diária “tipo pêndulo” numa distância inferior a 100 km, por exemplo, um veículo elétrico poderá ser uma opção mais eficiente a nível de consumos energéticos. O investimento num automóvel elétrico não é compatível com todos os orçamentos. Não obstante, existem outras formas mais “em conta” para se deslocar e que não deixam de ser amigas do ambiente. Andar a pé, de transportes públicos e até a clássica bicicleta ou as modernas trotinetas elétricas podem ajudá-lo a reduzir a sua pegada carbónica e a dependência dos combustíveis fósseis.

Fonte: Sapo.pt